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RÉPLICAS DE CARRINHOS DA COCA-COLA
A coleção de miniaturas de carrinhos da Coca-Cola, onde muitos podem ser considerados verdadeiras maquetes, ocupa hoje um lugar de destaque entre os colecionadores. O colecionismo deste tema se expandiu tanto no mundo inteiro que foram criadas associações, clubes, empresas e muitos outros empreendimentos visando o colecionismo.

A COCA-COLA PRESENTE NA HISTÓRIA DAS CIVILIZAÇÕES
“Em todos os momentos que fazem a história você bebe Coca-Cola”
Desde que os jogos Olímpicos tiveram início há 100 anos pins e bótons eram usados pelos atletas como forma de troca entre seleções. No primeiro ano dos jogos já havia um bóton oficial da Coca-Cola, o que demonstrou o interesse da empresa em participar do evento. O ano de 1921 marca era da publicidade nos Jogos Olímpicos.
Em 1928, a Coca-Cola entra definitivamente nas Olimpíadas.
Utilizando-se da estratégia de relacionar os acontecimentos importantes do mundo á Coca-Cola, a empresa fez durante a 2ª Guerra Mundial uma campanha publicitária voltada para união dos povos, através da Coca-Cola, em línguas diferentes.
Em 1945, o então presidente da Coca-Cola Robert Woodruff faz uma campanha promocional – para incentivar os soldados que haviam participado da guerra – em que um homem fardado podia comprar uma garrafa de Coca-Cola ao preço simbólico de $ 5 cents quando o preço regular era de $ 50 cents.
No Brasil a publicidade da Coca-Cola ficava atenta aos acontecimentos e aos fatos que poderiam cada vez mais nacionalizar o consumo deste líquido, e nada mais nacional e popular do que o Carnaval e, assim a Coca-Cola abre alas no samba.
A Coca-Cola promove em 1957 junto com o jornal “Última Hora” um concurso chamado “Tamborim de Ouro”, a escola que apresentasse o melhor samba enredo tendo a Coca-Cola como tema seria a vencedora. Este concurso durou cinco anos e terminou para dar lugar a outras promoções da Coca-Cola junto ao Carnaval. Hoje um troféu deste que era um tamborim imitando a tampinha de Coca-Cola estilizada é disputado entre os leilões internacionais e pelos colecionadores brasileiros bem como as fotos originais e também os cartazes promocionais da época.

O COLECIONISMO DA COCA-COLA
Os anos 40 foram cenário para o desembarque da Coca-Cola no Brasil, que chega simultâneamente  em Recife e no Rio de Janeiro. Em Recife foram criadas pequenas fabriquetas apenas para servir aos soldados estrangeiros que ao tomar o líquido se sentiam em casa.
A Coca-Cola juridicamente entra no Brasil no dia 15 de agosto de 1941. Em 02 de março de 1942 é instalada em São Cristóvão no Rio de Janeiro a primeira lavadeira de vasilhames.
Em 18 de abril de 1942, ainda no Rio de Janeiro foram feitas as primeiras vendas, onde 1.843 caixas foram vendidas batendo o recorde para a época.
Nesta época a denominação da fábrica era “Coca-Cola Refrescos S/A”.
A Coca-Cola Refrescos S/A que batia este recorde de vendas contava na ocasião com uma frota de apenas 20 caminhões, alguns movidos a gasogênio e um quadro de funcionários que não chegava a 200 pessoas.
O jovem brasileiro dos anos 40 não era ligado em política: o cinema era a maior diversão e era também através das revistas que a publicidade da Coca-Cola encontrou seu maior veículo de propaganda. Em 1945, é aberta uma filial em São Paulo. E assim mesmo, era um momento em que o brasileiro tinha hábito de tomar gelado, A Coca-Cola foi chegando de mansinho no Brasil e se expandindo para quase todo o território.
Começa o sistema de franquias em 1945, que vem dando certo no Brasil até hoje. Através dele e já com o nome de Coca-Cola Indústria Ltda., concede a grupos de empresários locais o direito de fabricar, engarrafar e distribuir o refrigerante.
Quando a Coca-Cola chegou ao Brasil apenas uma indústria produzia o gás carbônico, esta indústria foi fornecedora até 1947 quando chega ao Brasil a Liquid Carbonic.

O COLECIONISMO DA MARCA NO BRASIL
Apesar da Coca-Cola ser amplamente comercializada, sua coleção não é muito difundida no Brasil. Em termos de vendagem do líquido, o Brasil ocupa o 3º lugar entre os 210 países consumidores, mas em termos de colecionismo os primeiros lugares estão com os Estados Unidos, Canadá, França e Alemanha. A posição do Brasil não está definida, mas grandes passos vêm sendo dados para um desenvolvimento natural do tema como, por exemplo, o surgimento desta revista e o destaque ao item Coca-Cola como fator importante de colecionismo.
A Coca-Cola vem sendo colecionada praticamente há um século, mas no Brasil o início das coleções coincide com a entrada da empresa no País, em 1942.
Praticamente os itens da Coca-Cola são os mesmos colecionados em todo o mundo, divergindo apenas em detalhes culturais que favorecem a criação de brindes, propagandas, slogans criados especificamente para um determinado país. No caso do Brasil os itens mais colecionados são: anúncios originais de época, garrafas, brindes, tampinhas, posters, engradados, réplicas de carrinhos e os famosos pins que a Coca-Cola lança sistematicamente.
No colecionismo brasileiro existe uma peculiaridade entre a procura pelos colecionadores que são as letras originais das canções feitas por compositores famosos dedicadas a Coca-Cola. Em 1945 cria-se na Rádio Nacional um programa denominado “Um milhão de melodias”, transmitido todas as quintas-feiras no horário nobre das 20:25 horas: foi neste programa que nasceram não só famosas canções, como famosos comerciais e seus maravilhosos jingles.
Para a felicidade dos colecionadores brasileiros a publicidade da Coca-Cola não parava, os posters e os famosos slogans chegavam ao Brasil adaptados, é claro, a nossa realidade, sem esquecer nos outdoors impressos em litografia. Em 1952 um caminhãozinho Ford traz a Coca-Cola para ser vendida nas praias, pequenos cartazes são impressos para ajudar na venda, estes cartazes são procurados atualmente com avidez pelos colecionadores brasileiros, a réplica deste caminhãozinho foi feita por uma indústria de brinquedos em 1962 e custa hoje cerca de R$ 1.500.00.
De 1945 até hoje mais de 77 fábricas foram instaladas no país e a produção de brindes e peças para os colecionadores crescem paralelo a estas fábricas.
As réplicas dos caminhões usados na década de 40 para o transporte da Coca-Cola que vem se tornar para o fabricante de brinquedo um filão de ouro, são feitas até hoje no Brasil e principalmente nos EUA que ocupa o 1º lugar na venda do líquido e o 1º no colecionismo. Brinquedos também foram criados nas décadas de 50 e 60 levando a marca Coca-Cola e até hoje são feitos em série catalogados e colecionados.
Indo mais adiante na história da Coca-Cola no Brasil, chegamos à época da Cuba Libre e do Rock’n Roll nos anos 50 e 60 – a Juventude Transviada – desfrutava das maravilhas que viam do 1º Mundo entre elas a mais saborosa – a Coca-Cola – que misturada com rum burlava a vigilância dos mais “velhos” nas festinhas, e nascia assim a Cuba Libre. Na vitrola tocava a música “Drink Rum and Coca-Cola” e que fez a história.
Nesta época a Coca-Cola incentivava não só o consumo no balcão, mas principalmente o consumo em casa e nascia o vasilhame do lar, sobre uma intensa campanha publicitária onde os brindes e promoções proliferavam, e para deleite do colecionador desta época enriquecia as coleções com novos itens lançados quase que semanalmente.
Em 1970 chega ao Brasil a Coca-Cola em post mix ou a vulgar Coca-Cola de máquina onde ela é feita na hora e servida em copo. A instalação do primeiro post mix no Brasil foi na casa Rick do Leblon que pertencia a Ricardo Amaral.
Dentre os “mistérios” emocionais que formam o perfil do colecionador brasileiro sistemático ou ocasional se destacam dois itens como, por exemplo: as garrafinhas em miniaturas lançadas no mundo inteiro e a miniatura do engradado de madeira lançado no Brasil. Estes dois brindes compõem hoje um destaque em famosas coleções e também são colecionados por pessoas que nunca tiveram vontade de colecionar nada, mas não resistem ás miniaturas que são normalmente encontradas, decorando salas de casas das mais variadas condições sócio-econômicas. Esta promoção era conhecida pelo slogan: “As tampinhas por Garrafinhas”.

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